Sexta-feira, 27 de Março de 2009
Sexta-feira, 13 de Março de 2009
Sexta-feira, 27 de Fevereiro de 2009
Segunda-feira, 23 de Fevereiro de 2009
A justiça funcionou(?)
Domingos Névoa (Bragaparques) foi condenado a pagar €5.000 de multa por tentativa de corrupção activa para a prática de acto lícito.
O (ainda não) Vereador Sá Fernandes tinha intentado uma acção popular contra o Município. Domingos Névoa tentou a abordagem do "dou-te tanto para desistires da acção".
No meu mundo isto chama-se transacção. Seja judicial ou extra-judicial, é um contrato.
Mas como não conheço o processo, admito que o senhor tenha sido bem condenado.
Por outro lado, houve um conjunto de comportamentos de Sá Fernandes (o que não é vereador, mas foi secretário de estado), que me parecem, pelo menos, de moralidade duvidosa, para além de me parecerem violadores de algumas normas deontológicas.
É que reza a história de que Domingos Névoa era patrocinado por uma advogada que tinha (tem?) escritório com Ricardo Sá Fernandes.
Sá Fernandes (Ricardo) teve um papel relevante na esparrela feita ao Domingos Névoa. Foi qualquer coisa como agente provocador/instigador (é admitido na ordem jurídica portuguesa? A última vez que vi, não era) ao telefonar ao Domingos Névoa e pôr-se a jeito para a proposta de transacção/tentativa de corrupção.
Em primeiro lugar, o Ricardo sabia, ou devia saber, que o Domingos Névoa tinha advogada: a sua colega de escritório. Ora, quando assim é, dizem as normas legais estatutárias, que o Ricardo não devia ter falado com o Domingos, mas com a sua advogada.
Por outro lado, já é de duvidoso bom gosto, que dois advogados do mesmo escritório patrocinem ou "irmãotrocinem" clientes opostos num litígio.
Todavia, quanto a estes aspectos, raspas.
Ficamos então com vivas à condenação do ensaio de corruptor, que o resto é para ser varrido pelos Almeidas da CML para debaixo do tapete.
O (ainda não) Vereador Sá Fernandes tinha intentado uma acção popular contra o Município. Domingos Névoa tentou a abordagem do "dou-te tanto para desistires da acção".
No meu mundo isto chama-se transacção. Seja judicial ou extra-judicial, é um contrato.
Mas como não conheço o processo, admito que o senhor tenha sido bem condenado.
Por outro lado, houve um conjunto de comportamentos de Sá Fernandes (o que não é vereador, mas foi secretário de estado), que me parecem, pelo menos, de moralidade duvidosa, para além de me parecerem violadores de algumas normas deontológicas.
É que reza a história de que Domingos Névoa era patrocinado por uma advogada que tinha (tem?) escritório com Ricardo Sá Fernandes.
Sá Fernandes (Ricardo) teve um papel relevante na esparrela feita ao Domingos Névoa. Foi qualquer coisa como agente provocador/instigador (é admitido na ordem jurídica portuguesa? A última vez que vi, não era) ao telefonar ao Domingos Névoa e pôr-se a jeito para a proposta de transacção/tentativa de corrupção.
Em primeiro lugar, o Ricardo sabia, ou devia saber, que o Domingos Névoa tinha advogada: a sua colega de escritório. Ora, quando assim é, dizem as normas legais estatutárias, que o Ricardo não devia ter falado com o Domingos, mas com a sua advogada.
Por outro lado, já é de duvidoso bom gosto, que dois advogados do mesmo escritório patrocinem ou "irmãotrocinem" clientes opostos num litígio.
Todavia, quanto a estes aspectos, raspas.
Ficamos então com vivas à condenação do ensaio de corruptor, que o resto é para ser varrido pelos Almeidas da CML para debaixo do tapete.
Terça-feira, 17 de Fevereiro de 2009
O Português
Se tem um problema intrincado - Vê-se grego
Se não compreende alguma coisa - "Aquilo" é chinês
Se trabalha de manhã à noite - Trabalha como um mouro
Se vê uma invenção moderna - É uma americanice
Se fala muito depressa -Fala como um espanhol
Se vive com luxo - Vive à grande e à francesa
Se quer causar boa impressão -É só para inglês ver
Se tenta regatear um preço - É pior que um cigano
Se é agarrado ao dinheiro - É pior que um judeu
Se vê alguém a divertir-se - Está a gozar que nem um preto
Se vê alguém com um fato claro vestido - Parece um brasileiro
Se vê uma loura alta e boa -Parece uma autêntica sueca
Se quer um café curtinho - Pede uma italiana
Se cumpre horários - Tem pontualidade britânica
Se vê um militar bem fardado - Parece um soldado alemão
Se uma máquina funciona bem - É como um relógio suíço
Mas quando alguma coisa corre mal - É "à PORTUGUESA"
Se não compreende alguma coisa - "Aquilo" é chinês
Se trabalha de manhã à noite - Trabalha como um mouro
Se vê uma invenção moderna - É uma americanice
Se fala muito depressa -Fala como um espanhol
Se vive com luxo - Vive à grande e à francesa
Se quer causar boa impressão -É só para inglês ver
Se tenta regatear um preço - É pior que um cigano
Se é agarrado ao dinheiro - É pior que um judeu
Se vê alguém a divertir-se - Está a gozar que nem um preto
Se vê alguém com um fato claro vestido - Parece um brasileiro
Se vê uma loura alta e boa -Parece uma autêntica sueca
Se quer um café curtinho - Pede uma italiana
Se cumpre horários - Tem pontualidade britânica
Se vê um militar bem fardado - Parece um soldado alemão
Se uma máquina funciona bem - É como um relógio suíço
Mas quando alguma coisa corre mal - É "à PORTUGUESA"
Quinta-feira, 5 de Fevereiro de 2009
Segunda-feira, 2 de Fevereiro de 2009
Desconstruir o Princípio de Peter
Quem defende as virtudes do Sócrates enquanto primeiro ministro, tendo em conta os licenciamentos manhosos por si aprovados, tem de considerá-lo, pelo menos, um mau ministro do ambiente...Ora, como é que um mau ministro de segunda linha dá um bom primeiro?
Aparentemente Laurence Peter estava errado quando dizia que as pessoas tendem a ser promovidas até ao seu nível de incompetência...
Aparentemente Laurence Peter estava errado quando dizia que as pessoas tendem a ser promovidas até ao seu nível de incompetência...
Dúvida
Se nunca fui ao Freeport terei legitimidade para opinar sobre conceitos como fraude, corrupção ou suborno?
Sexta-feira, 30 de Janeiro de 2009
I get around
A análise livre de uma obra prima dos anos 60:
Round round get around
I get around
Yeah
Get around round round
I get around
I get around
Get around round round
I get around
From town to town
Get around round round
I get around
Im a real cool head
Get around round round
I get around
Im makin real good bread
Traduzido de uma forma mais ou menos livre a ideia geral é "Eu oriento-me"/ "Eu desenrasco-me". Ora, a primeira contradição surge logo no próprio refrão: ninguém se desenrasca a cantar "from town to town", "i'm a real cool head" que rima com "i'm makin real good bread" em falsete...
Im gettin bugged driving up and down the same old strip
I gotta finda new place where the kids are hip
Pois...diz o jovem que está a ficar arreliado por estar a andar de cima para baixo na mesma rua e, por isso, tem de encontrar um sítio novo onde os "putos" são porreiros...
My buddies and me are getting real well known
Yeah, the bad guys know us and they leave us alone
Portanto, os compinchas estão a ficar conhecidos e devido a essa circunstância os "mauzões" não lhes batem..."os mauzões"...hmmm, eu oriento-me? acho que não! TU SOBREVIVES, amigo! É algo diferente...basicamente tens sorte em sair à rua e não levares uma malha bem grande.
We always take my car cause its never been beat
And we’ve never missed yet with the girls we meet
Para a farra, os amigos levam o popó de um dos cinco que, ainda por cima, é o único que não tem nenhuma mossa. Por falar em expectativas baixas, declaram-se desenrascados porque até agora (atente-se no até agora!) nunca falharam um encontro com as miúdas com quem combinaram...corre-vos bem a vida, hein? Manhosos...
Depois vem a mentira:
None of the guys go steady cause it wouldn’t be right
To leave their best girl home now on saturday night
Na verdade nenhum dos guys anda "steady" uma vez que com as mesadas que recebem não têm dinheiro para pagar a uma prostituta diariamente porque, obviamente, estes amigos, ao contrário do que apregoam, não se orientam assim tão bem...
PS - Brian Wilson, estavas a pensar no quê? Depois disto não acho estranho que o teu primo tenha feito parte da família Manson...
Segunda-feira, 19 de Janeiro de 2009
Ferreira! Ferreira! (ou como levar uma goleada nas legislativas e culpar o árbitro)
Ultimamente, quando a Manela fala lembra-me, cada vez mais, o irmão no "Dia Seguinte: Faz insinuações que só ela e os amigos percebem, elabora frágeis teorias de conspirações, desculpa-se com os erros dos outros, exaspera-se com a diferença de opinião e remete-se para o silêncio quando as coisas não lhe correm de feição.
Ora, se na política partidária o grande derby são as eleições e o povo é o árbitro, está-se mesmo a ver quem vai ser apontado como o principal responsável pela derrota do PSD nas legislativas...
Ora, se na política partidária o grande derby são as eleições e o povo é o árbitro, está-se mesmo a ver quem vai ser apontado como o principal responsável pela derrota do PSD nas legislativas...
Sexta-feira, 16 de Janeiro de 2009
Terça-feira, 2 de Dezembro de 2008
Terça-feira, 25 de Novembro de 2008
Então, em resumo, é assim que fica para a história...
... o que se lamenta...
25 de Novembro de 1975
Golpe militar que pôs fim à influência da esquerda militar radical no período revolucionário iniciado em Portugal com o 25 de Abril de 74.
Esta acção militar constituiu uma resposta à resolução do Conselho da Revolução de desmantelar a base aérea de Tancos e de substituir alguns comandantes militares. Os partidários do designado "Poder Popular" ocupam então várias bases militares, bem como meios de comunicação social. Este contra-golpe foi levado a cabo pelos militares da ala moderada, na qual se enquadrava Vasco Lourenço, Jaime Neves e Ramalho Eanes. Consequentemente, o almirante Pinheiro de Azevedo permaneceu no poder enquanto primeiro-ministro do VI Governo Provisório e demitiram-se alguns militares entre os quais Otelo Saraiva de Carvalho.
O 25 de Novembro traduziu militarmente aquilo que a nível político se vivera no Verão Quente de 75 dando origem a uma crescente estabilidade permitida pelo reforço do pluripartidarismo e da Assembleia Constituinte, que se tornou visível com a redacção da Primeira Constituição verdadeiramente democrática: a Constituição da República de 1976.
25 de Novembro de 1975
Golpe militar que pôs fim à influência da esquerda militar radical no período revolucionário iniciado em Portugal com o 25 de Abril de 74.
Esta acção militar constituiu uma resposta à resolução do Conselho da Revolução de desmantelar a base aérea de Tancos e de substituir alguns comandantes militares. Os partidários do designado "Poder Popular" ocupam então várias bases militares, bem como meios de comunicação social. Este contra-golpe foi levado a cabo pelos militares da ala moderada, na qual se enquadrava Vasco Lourenço, Jaime Neves e Ramalho Eanes. Consequentemente, o almirante Pinheiro de Azevedo permaneceu no poder enquanto primeiro-ministro do VI Governo Provisório e demitiram-se alguns militares entre os quais Otelo Saraiva de Carvalho.
O 25 de Novembro traduziu militarmente aquilo que a nível político se vivera no Verão Quente de 75 dando origem a uma crescente estabilidade permitida pelo reforço do pluripartidarismo e da Assembleia Constituinte, que se tornou visível com a redacção da Primeira Constituição verdadeiramente democrática: a Constituição da República de 1976.
Quarta-feira, 19 de Novembro de 2008
"Estúpidos", diz ela (título inspirado na famosa série "murder, she wrote")
Ironia: s. f., figura de retórica que exprime o contrário do que as palavras significam e que serve para depreciar ou engrandecer.
Fui surpreendido pelo texto da pipocamaisdoce ("É a ironia, estúpidos!" em http://www.apipocamaisdoce.blogspot.com/) que, numa inusitada incursão pelas lides da política, fez uma constrangedora defesa da ironia da Dr.ª Ferreira Leite.
Todos sabemos que a ironia tem sido a bandeira da Dr.ª Leite desde que tomou posse como dirigente daquele partido (e tão partido que não há super cola que junte os cacos...) político. A sua apetência por essa figura de retórica começou com a irónica declaração sobre a necessidade do investimento público para combater o desemprego em Cabo-Verde e na Ucrânia, continuou com a irónica comunicação que a lei deve discriminar o casamento entre pessoas do mesmo sexo e o dito casamento "tradicional" - porque, na sua perspectiva irónica, são coisas distintas - e acabou com a irónica constatação de que não devem ser os jornalistas a escolher as notícias.
E mais: a Dr.ª Leite limitou-se a dar voz àquele tipo de ironia presente nas conversas de alguma populaça: "Isto só ia lá com dois Salazares!"...
Eu, de tanto rir dessas saídas irónicas, fiquei com os abdominais rijos tipo modelo masculino da CalvinKlein...aliás, agora, ao fim de alguns meses de Manela, já dá para passar a ferro na minha barriga.
Quem também era muito irónico era o Dr. Salazar...ui! Aquilo é que foi um fartote de rir durante 48 anos em Portugal com tanta ironia: ele era jovens para uma guerra sem sentido, ele era prisões políticas, ele era torturas, ele era assassinatos de candidatos à presidência da República, ele era deportações de refugiados da guerra civil espanhola...enfim, um humor refinado!
"Estúpidos", diz ela!
Fui surpreendido pelo texto da pipocamaisdoce ("É a ironia, estúpidos!" em http://www.apipocamaisdoce.blogspot.com/) que, numa inusitada incursão pelas lides da política, fez uma constrangedora defesa da ironia da Dr.ª Ferreira Leite.
Todos sabemos que a ironia tem sido a bandeira da Dr.ª Leite desde que tomou posse como dirigente daquele partido (e tão partido que não há super cola que junte os cacos...) político. A sua apetência por essa figura de retórica começou com a irónica declaração sobre a necessidade do investimento público para combater o desemprego em Cabo-Verde e na Ucrânia, continuou com a irónica comunicação que a lei deve discriminar o casamento entre pessoas do mesmo sexo e o dito casamento "tradicional" - porque, na sua perspectiva irónica, são coisas distintas - e acabou com a irónica constatação de que não devem ser os jornalistas a escolher as notícias.
E mais: a Dr.ª Leite limitou-se a dar voz àquele tipo de ironia presente nas conversas de alguma populaça: "Isto só ia lá com dois Salazares!"...
Eu, de tanto rir dessas saídas irónicas, fiquei com os abdominais rijos tipo modelo masculino da CalvinKlein...aliás, agora, ao fim de alguns meses de Manela, já dá para passar a ferro na minha barriga.
Quem também era muito irónico era o Dr. Salazar...ui! Aquilo é que foi um fartote de rir durante 48 anos em Portugal com tanta ironia: ele era jovens para uma guerra sem sentido, ele era prisões políticas, ele era torturas, ele era assassinatos de candidatos à presidência da República, ele era deportações de refugiados da guerra civil espanhola...enfim, um humor refinado!
"Estúpidos", diz ela!
Quarta-feira, 12 de Novembro de 2008
Figuras

Ontem ouvi dizer que o Banco de Portugal só actua com base em factos.
Como não conhecia factos (apenas rumores, não obstante serem muitos, ou indícios, não obstante serem muitos) não actuou há mais tempo relativamente ao BPN.
Só o pôde fazer quando tinha a confissão do Conselho de Administração do BPN nas mãos.
Sem prejuízo de poder claramente dizer "assim também eu posso fazer supervisão e ser Governador do Banco de Portugal, ", sempre refiro que, infelizmente, a voz do senhor, ainda que visivelmente exaltado, dá-me sono. Por isso não tive oportunidade de ouvir que desculpa deu ao facto de ter esperado 3 meses para, tendo nas mãos uma confissão de factos passíveis de configurar a prática de crimes, a entregar à Procuradoria.
Tenho pena de não ter ouvido, porque seguramente teria rido a bandeiras despregadas.
Já agora: se prometerem que todas as empresas pagam os impostos que devem, garanto que conseguirem arrecadar mais impostos do que alguma vez alguém conseguiu.
Já agora: se prometerem que o guarda-redes das equipas contra quem jogo me põem sempre a bola nos pés e depois fogem do campo, garanto que serei o melhor marcador de sempre.
Já agora: se prometerem que tenho sempre o árbitro no bolso, garanto que serei o Pinto da Costa
(apesar de o post não ter nada que ver com o FCP, não resisti)
Terça-feira, 11 de Novembro de 2008
Sexta-feira, 7 de Novembro de 2008
Perguntas
Se me perguntam não respondo.
Se não perguntam fico satisfeito, porque não saberia o que responder.
Mas querem mesmo saber?
Não sei.
Se não perguntam fico satisfeito, porque não saberia o que responder.
Mas querem mesmo saber?
Não sei.
Os portugueses e as fontes
O que é que se passa na cabeça do português para, sempre que vê um bocado de água a jorrar para um depósito, se por a atirar dinheiro lá para dentro? Ou é um fenómeno à escala mundial?
Que tal juntar essas moeditas todas e ir entregar ao Estado, para se poder nacionalizar mais um banquito ou outro? Ou entregar-mas?…
Acho que era mais inteligente do que deitar o dinheiro fora…
Que tal juntar essas moeditas todas e ir entregar ao Estado, para se poder nacionalizar mais um banquito ou outro? Ou entregar-mas?…
Acho que era mais inteligente do que deitar o dinheiro fora…
Quarta-feira, 5 de Novembro de 2008
O exemplo português
Dizem que só num "grande país" como os E.U.A. um representante de uma minoria podia ser presidente. No entanto, a verdade é que, em Portugal, também temos tido particular atenção às minorias e na altura de votar sabemos dar o exemplo: no nosso caso promovemos a integração política de atrasados mentais...
Quarta-feira, 29 de Outubro de 2008
Efeito Maradona
"El pibe" foi sempre muito mais do que o melhor jogador de todos os tempos. Foi o responsável pelo meu encantamento pelo jogo, ali no México 86.
A histeria associada ao seu génio cativou-me e o meu maior desgosto será sempre nunca o ter visto ao vivo, na arena, a ridicularizar e a humilhar os seus oponentes. Adorava a falta de respeito e displicência com que abordava cada finta, cada toque, vulgarizando qualquer jogador à sua passagem. Nunca foi um jogador que me deixasse nervoso.Pelo contrário, sempre que tocava na bola o meu sorriso rasgava-se e, independentemente do desfecho da jogada, no final, fazia-me olhar para o lado, procurando saber se mais alguém naquele sofá também tinha presenciado aquele momento.
Foi responsável pelo meu ataque de fúria mais caricato...ainda por cima durante um jogo de PES. Lá estava eu, no relvado, de comando na mão, para lá dos 90 minutos, empate a um golo, isolado em frente ao guarda redes, Classic Argentina vs. Classic Holanda, com o Koeman nas minhas costas: golo certo...não fosse a vil entrada por trás do defesa holandês que motivou a lesão e afastamento do "pibito" do prolongamento (para mim, em tudo semelhante à falta do Andoni Goikoetxea http://br.youtube.com/watch?v=Zvg0ToyKMIw&feature=related). Naquele momento eu tornei-me O Maradona no jogo da final da taça do Rei entre Barcelona e Atlético Bilbao (http://br.youtube.com/watch?v=kpD5_YzcgBg)...Controlei-me mas ainda assim saiu-me um:"Foda-se! Tu não tens carácter...esta merda é bem demonstrativa da tua falta de princípios". Não fosse ele uma pessoa ponderada e equilibrada e uma relação de amizade com 15 anos tinha ficado por ali...perdi o jogo e ainda hoje me desculpo invocando o efeito Maradona.
A histeria associada ao seu génio cativou-me e o meu maior desgosto será sempre nunca o ter visto ao vivo, na arena, a ridicularizar e a humilhar os seus oponentes. Adorava a falta de respeito e displicência com que abordava cada finta, cada toque, vulgarizando qualquer jogador à sua passagem. Nunca foi um jogador que me deixasse nervoso.Pelo contrário, sempre que tocava na bola o meu sorriso rasgava-se e, independentemente do desfecho da jogada, no final, fazia-me olhar para o lado, procurando saber se mais alguém naquele sofá também tinha presenciado aquele momento.
Foi responsável pelo meu ataque de fúria mais caricato...ainda por cima durante um jogo de PES. Lá estava eu, no relvado, de comando na mão, para lá dos 90 minutos, empate a um golo, isolado em frente ao guarda redes, Classic Argentina vs. Classic Holanda, com o Koeman nas minhas costas: golo certo...não fosse a vil entrada por trás do defesa holandês que motivou a lesão e afastamento do "pibito" do prolongamento (para mim, em tudo semelhante à falta do Andoni Goikoetxea http://br.youtube.com/watch?v=Zvg0ToyKMIw&feature=related). Naquele momento eu tornei-me O Maradona no jogo da final da taça do Rei entre Barcelona e Atlético Bilbao (http://br.youtube.com/watch?v=kpD5_YzcgBg)...Controlei-me mas ainda assim saiu-me um:"Foda-se! Tu não tens carácter...esta merda é bem demonstrativa da tua falta de princípios". Não fosse ele uma pessoa ponderada e equilibrada e uma relação de amizade com 15 anos tinha ficado por ali...perdi o jogo e ainda hoje me desculpo invocando o efeito Maradona.
Terça-feira, 28 de Outubro de 2008
10
"Si yo fuera Maradona saldría en mondovision para gritarle a la fifa que ellos son el gran ladrón!!"
Terça-feira, 21 de Outubro de 2008
Lembrei-me de uma piada
"Forças de Manutenção da Paz". Para quem não percebeu à primeira: Forças de Manutenção da Paz!!!
(é hilariante...)
(é hilariante...)
Segunda-feira, 20 de Outubro de 2008
Derivados
- Posso oferecer-te qualquer coisa? Um copo de leite?
- Não, obrigado. Sou intolerante à lactose...
- Ah...então e um iogurte?
- Não, obrigado. Sou intolerante à lactose...
- Ah...então e um iogurte?
Sexta-feira, 17 de Outubro de 2008
Terça-feira, 14 de Outubro de 2008
A minha entidade patronal é melhor que a tua
Em tempos de crise, os meus patrões deram o exemplo e fizeram greve de fome...
Segunda-feira, 13 de Outubro de 2008
Mau hábito
o tom impositivo: "Se esta conversa continuar vamos ter chatices".
Apetece-me perguntar: "Mais?".
Apetece-me perguntar: "Mais?".
Sexta-feira, 10 de Outubro de 2008
Brigitte Bardot: a musa eco-fascista
De diva inspiradora da geração de 60 a velha amarga e patética foi um salto. Os sinais estavam todos lá: numa época em que se gritavam palavras de ordem exigindo-se a mudança do mundo ali e então, já a B.B. revelava um estranho entusiasmo com as políticas de De Gaulle, o general proto-fascista.
Daí a apoiante da Frente Nacional de Le Pen, foi um passito pequeno, destilando ódio sobre a comunidade muçulmana e demais emigrantes em França. A seguir vieram os desabafos sobre os homossexuais e sobre os casamentos inter-raciais, desculpando-se sempre com o facto de ter nascido na década de 30 e que, nesses tempos, tais comportamentos eram vistos como algo de errado. O que, de imediato, me faz pensar que muitos dos filmes nos quais participou também não eram os mais consentâneos com o espiríto dos loucos anos 30...mas enfim...
Agora a B.B. voltou e, desta vez, com uma carta aberta à candidata republicana a vice-presidente dos "good-old U.S. of A" acusando Palin de ser contra a protecção de ursos polares, ameaçados pelo aquecimento global, «o que é testemunho da sua total irresponsabilidade, da sua incapacidade de proteger ou de, simplesmente, respeitar a vida animal».
Apagando-se o glamour da senhora há 40 anos, fica a imagem de uma velhinha patética, só e amarga, que todos os dias se levanta às 6h da manhã para dar de comer aos gatos da rua, em pijama, tapada com um robe castanho coçado e uns chinelos vermelhos desbotados. Fica a lembrança daquela senhora tresloucada que grita com os ciganos que montam a banca junto à sua casa e afugentam os cães do bairro. Da mulherzinha que deixou de falar com o filho homossexual e odeia o genro magrebino. Fica a certeza que, por detrás da maquilhagem, no caixão, carne e osso são devorados pelos vermes sem discriminação. Fica bem, B.B.!
Daí a apoiante da Frente Nacional de Le Pen, foi um passito pequeno, destilando ódio sobre a comunidade muçulmana e demais emigrantes em França. A seguir vieram os desabafos sobre os homossexuais e sobre os casamentos inter-raciais, desculpando-se sempre com o facto de ter nascido na década de 30 e que, nesses tempos, tais comportamentos eram vistos como algo de errado. O que, de imediato, me faz pensar que muitos dos filmes nos quais participou também não eram os mais consentâneos com o espiríto dos loucos anos 30...mas enfim...
Agora a B.B. voltou e, desta vez, com uma carta aberta à candidata republicana a vice-presidente dos "good-old U.S. of A" acusando Palin de ser contra a protecção de ursos polares, ameaçados pelo aquecimento global, «o que é testemunho da sua total irresponsabilidade, da sua incapacidade de proteger ou de, simplesmente, respeitar a vida animal».
Apagando-se o glamour da senhora há 40 anos, fica a imagem de uma velhinha patética, só e amarga, que todos os dias se levanta às 6h da manhã para dar de comer aos gatos da rua, em pijama, tapada com um robe castanho coçado e uns chinelos vermelhos desbotados. Fica a lembrança daquela senhora tresloucada que grita com os ciganos que montam a banca junto à sua casa e afugentam os cães do bairro. Da mulherzinha que deixou de falar com o filho homossexual e odeia o genro magrebino. Fica a certeza que, por detrás da maquilhagem, no caixão, carne e osso são devorados pelos vermes sem discriminação. Fica bem, B.B.!
Quarta-feira, 8 de Outubro de 2008
O roubo do Kosovo à Sérvia contado ao meu sobrinho imaginário de 5 anos
Tenho medo. Tenho medo que o meu companheiro de casa declare unilateralmente a independência do seu quarto. Não vou poder dizer "pá...a casa minha" (não resultou com os sérvios). E pior, se ele prometer acesso à vista do lado norte, tenho medo que os meus vizinhos reconheçam, de imediato, a sua soberania (a vizinha da frente, por exemplo, simpatiza mais com ele do que comigo...).
Tenho medo que os vizinhos do prédio ao lado lhe forneçam armas para que ele possa defender o seu território...ou que a vizinha de cima faça uma marosca qualquer ou endromine os canos para que o tecto do meu quarto caia.
Tenho medo que, a seguir, a sala siga o exemplo ou que a casa de banho do meu quarto se torne num enclave de outra divisão.
Tenho medo de ter capacetes azuis dentro de casa a dizer-me que só posso utilizar a cozinha entre as 08h-09-h e as 19h30-20h30 porque enquanto a legítima disputa não for resolvida aquela área não está sob a minha administração sendo, antes de mais, território do condomínio.
Isto tudo porque há rumores de que o quarto dele é um território fulcral para interesses terceiros no acesso à minha casa.
Tenho medo que os vizinhos do prédio ao lado lhe forneçam armas para que ele possa defender o seu território...ou que a vizinha de cima faça uma marosca qualquer ou endromine os canos para que o tecto do meu quarto caia.
Tenho medo que, a seguir, a sala siga o exemplo ou que a casa de banho do meu quarto se torne num enclave de outra divisão.
Tenho medo de ter capacetes azuis dentro de casa a dizer-me que só posso utilizar a cozinha entre as 08h-09-h e as 19h30-20h30 porque enquanto a legítima disputa não for resolvida aquela área não está sob a minha administração sendo, antes de mais, território do condomínio.
Isto tudo porque há rumores de que o quarto dele é um território fulcral para interesses terceiros no acesso à minha casa.
Sexta-feira, 29 de Agosto de 2008
Terça-feira, 26 de Agosto de 2008
Uma observação pertinente...
Refere o Tiago Guillul no seu http://vozdodeserto.blogspot.com/ que "Quem acusa Deus de no Velho Testamento ser violento esquece que é no Novo que Ele mata o seu filho". E assim se desconstrói uma teoria alicerçada em 2000 anos de bom marketing...
Quarta-feira, 13 de Agosto de 2008
Manual da "pessoa de esquerda" - parte I REVISITADA: A lição dos impostos (perspectiva da "pessoa de esquerda anarca")
É verdade que uma "pessoa de esquerda" que sustenta esse epíteto numa formação filosófica de cariz anarquista pode sempre dizer "ah...pois mas eu sou anarca, man!", acrescentar um lógico "e, assim sendo, sou contra os impostos que servem só para o Estado exercer a sua repressão contra mim, tás a ver, né?" e concluir com um "que essa merda é um roubo para alimentar as estruturas burguesas que interessam à classe dominante, man!".
E aí desarmam-me. Paro e penso: "pois...esse é um motivo bastante razoável para o incumprimento fiscal!". Mais do que isso, consubstancia um acto de desobediência civil (entendido como o acto público, não violento, consciente e político, contrário à lei, praticado com o propósito de provocar uma alteração político-legislativa ou reagir contra uma situação de injustiça)!
Por isso, vejo-me forçado a excluir do âmbito de aplicação da «lição I da "pessoa de esquerda": Os Impostos» os camaradas anarcas, sejam seguidores da linha Bakounine, Proudhon ou Kropotkine. Parece-me justo - mais, legítimo! - que as "pessoas de esquerda anarcas" não paguem impostos e digam "que esta merda está mal, man...o Estado é um chupista!". De facto, a perspectiva anarquista, enquanto doutrina libertária, é uma teoria política que rejeita qualquer forma de autoridade forçada.
E, assim, fui eu que aprendi uma lição gráteeess e básica: não faz mal não pagar impostos desde que isso constitua um acto de desobediência civil. Mas tudo isto tem um senão: "as pessoas de esquerda anarcas" são coerentes e, como tal, também não vão recorrer aos serviços de saúde, educação e segurança social fornecidos por quem, por quem? Muito bem: pelo Estado! E também não se vão queixar que a rede de transportes públicos é mázinha e que não há segurança neste país...porquê? Simples, porque não acreditam em quem? No Estado!
As "pessoas de esquerda anarcas" têm, no entanto, outro problema: também não acreditam na propriedade privada. Aliás, segundo esta orientação filosófico-social: a propriedade é um roubo! Por isso, nada de recorrer a hospitais privados, escolas privadas, seguros de saúde e afins, em nome da coerência anarquista!
Resta, portanto, às "pessoas de esquerda anarca" que são "pessoas de esquerda muito à frente" combater o Estado Papão ao lado dos seus companheiros liberais, "as pessoas de esquerda do CDS-PP" que também acham que o Estado leva o dinheiro todo em impostos.
E aí desarmam-me. Paro e penso: "pois...esse é um motivo bastante razoável para o incumprimento fiscal!". Mais do que isso, consubstancia um acto de desobediência civil (entendido como o acto público, não violento, consciente e político, contrário à lei, praticado com o propósito de provocar uma alteração político-legislativa ou reagir contra uma situação de injustiça)!
Por isso, vejo-me forçado a excluir do âmbito de aplicação da «lição I da "pessoa de esquerda": Os Impostos» os camaradas anarcas, sejam seguidores da linha Bakounine, Proudhon ou Kropotkine. Parece-me justo - mais, legítimo! - que as "pessoas de esquerda anarcas" não paguem impostos e digam "que esta merda está mal, man...o Estado é um chupista!". De facto, a perspectiva anarquista, enquanto doutrina libertária, é uma teoria política que rejeita qualquer forma de autoridade forçada.
E, assim, fui eu que aprendi uma lição gráteeess e básica: não faz mal não pagar impostos desde que isso constitua um acto de desobediência civil. Mas tudo isto tem um senão: "as pessoas de esquerda anarcas" são coerentes e, como tal, também não vão recorrer aos serviços de saúde, educação e segurança social fornecidos por quem, por quem? Muito bem: pelo Estado! E também não se vão queixar que a rede de transportes públicos é mázinha e que não há segurança neste país...porquê? Simples, porque não acreditam em quem? No Estado!
As "pessoas de esquerda anarcas" têm, no entanto, outro problema: também não acreditam na propriedade privada. Aliás, segundo esta orientação filosófico-social: a propriedade é um roubo! Por isso, nada de recorrer a hospitais privados, escolas privadas, seguros de saúde e afins, em nome da coerência anarquista!
Resta, portanto, às "pessoas de esquerda anarca" que são "pessoas de esquerda muito à frente" combater o Estado Papão ao lado dos seus companheiros liberais, "as pessoas de esquerda do CDS-PP" que também acham que o Estado leva o dinheiro todo em impostos.
VOLTASTE!!!!
Terça-feira, 12 de Agosto de 2008
Manual da "pessoa de esquerda (ou melhor, da pessoa social democrata na concepção de bernstein)" - parte I (A lição dos impostos)
É recorrente, em conversas, ouvir pérolas como "sou uma pessoa de esquerda...ya, man!", geralmente seguidas do relambório "essa merda dos recibos verdes, man! foda-se!" e acompanhadas de um prosaico "tá mau para os jovens, man!".
Por norma desconfio desse discurso. Até porque demasiadas vezes é comum essas mesmas pessoas acrescentarem um "merda para o Estado que me tira o dinheiro porque me obriga a pagar impostos!".
Posto isto, aqui fica a lição n.º 1 da "pessoa de esquerda" (é gráteees e explicado de uma forma básica para que não restem dúvidas!!!):
- A "pessoa de esquerda", por ser "de esquerda" acredita na partilha da riqueza, ou se preferirem do "rendimento proporcionado pelo trabalho", como forma de atenuar desigualdades e injustiças do sistema social. Por isso, "a pessoa de esquerda" não se importa de pagar impostos porque, na realidade, está a contribuir para que determinadas franjas da população mais desfavorecidas possam ter acesso a determinados serviços essenciais como a educação e a saúde. E as "pessoas de esquerda" como são solidárias acham que, de facto, devem contribuir para a igualdade social, ou pelo menos, para atenuar as diferenças entre classes. Se a "pessoa de esquerda" não percebe esse princípio tão básico da "esquerda" então, talvez - mas só talvez -, a "pessoa de esquerda" seja uma "pessoa que acha que é de esquerda porque está mal informada" ou uma "pessoa de direita que ainda não saiu do armário" ou, tão-só, uma "pessoa muito confusa"...
Nota: este post não tem punch line!
Por norma desconfio desse discurso. Até porque demasiadas vezes é comum essas mesmas pessoas acrescentarem um "merda para o Estado que me tira o dinheiro porque me obriga a pagar impostos!".
Posto isto, aqui fica a lição n.º 1 da "pessoa de esquerda" (é gráteees e explicado de uma forma básica para que não restem dúvidas!!!):
- A "pessoa de esquerda", por ser "de esquerda" acredita na partilha da riqueza, ou se preferirem do "rendimento proporcionado pelo trabalho", como forma de atenuar desigualdades e injustiças do sistema social. Por isso, "a pessoa de esquerda" não se importa de pagar impostos porque, na realidade, está a contribuir para que determinadas franjas da população mais desfavorecidas possam ter acesso a determinados serviços essenciais como a educação e a saúde. E as "pessoas de esquerda" como são solidárias acham que, de facto, devem contribuir para a igualdade social, ou pelo menos, para atenuar as diferenças entre classes. Se a "pessoa de esquerda" não percebe esse princípio tão básico da "esquerda" então, talvez - mas só talvez -, a "pessoa de esquerda" seja uma "pessoa que acha que é de esquerda porque está mal informada" ou uma "pessoa de direita que ainda não saiu do armário" ou, tão-só, uma "pessoa muito confusa"...
Nota: este post não tem punch line!
Subscrever:
Mensagens (Atom)







